EDUCAÇÃO ALIMENTAR


No final dos anos 90, época da elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN): temas transversais (BRASIL, 1998), a avaliação da situação do ensino de saúde considerou este tema como ainda predominantemente centrado nos seus aspectos biológicos. Os conteúdos de saúde foram então prioritariamente trabalhados dentro da disciplina Ciências Naturais, com uma abordagem focada na transmissão de informações sobre doenças, seus ciclos, sintomas e profilaxias. Nos dias atuais, passados mais de dez anos, da elaboração dos PCNs, estudos ainda comprovam que essa situação permanece inalterada. O ensino de saúde na escola ainda é centrado nos aspectos biológicos e também ainda é, principalmente, trabalhado nos conteúdos de Ciências Naturais. De acordo com os PCNs, os alunos vivenciam na escola situações que lhes possibilitam valorizar conhecimentos, práticas e comportamentos saudáveis ou não, o que indica que os espaços escolares e as atitudes cotidianas praticadas dentro da escola tanto podem desenvolver atitudes voltadas para a saúde como podem ignorá-las. Um Fórum Nacional sobre Promoção da Alimentação Saudável e Prevenção da Obesidade na Idade Escolar foi realizado em 2003 pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade (ABESO), na cidade de São Paulo, reunindo representantes de entidades científicas, associações profissionais, especialistas na área de Nutrição e membros do poder legislativo, executivo e judiciário para discutir formas de melhorar a qualidade da alimentação da criança em idade escolar (HALPERN, 2003). Dentre as considerações e conclusões, os participantes apontaram a Escola como local onde o trabalho de prevenção pode e deve ser realizado, uma vez que as crianças fazem pelo menos uma refeição diária naquele espaço. Além disso, enfatizaram que a educação nutricional e alimentar pode ser trabalhada em todas as disciplinas escolares.

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